CNI: Exportações de Baixa Tecnologia Superam as de Alta Tecnologia em 15x

Um estudo recente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revela um desequilíbrio significativo no perfil das exportações brasileiras. Os dados apontam que o volume de exportação de produtos de baixa tecnologia é 15 vezes superior ao das exportações de produtos de alta tecnologia.
A análise da CNI demonstra que, apesar de um crescimento observado em 2025 nas vendas internacionais de produtos com maior valor agregado, estes ainda representam uma fatia muito pequena em comparação com os produtos básicos e de menor tecnologia. Este cenário levanta questões sobre a competitividade da indústria nacional e a necessidade de investimentos em inovação e tecnologia para impulsionar a produção de bens com maior valor acrescentado.
O relatório detalha que a dependência da exportação de commodities e produtos primários limita o potencial de crescimento econômico do país, restringindo a criação de empregos de alta qualidade e a geração de riqueza. A CNI enfatiza a importância de políticas públicas que incentivem a pesquisa e o desenvolvimento, a qualificação da mão de obra e a modernização das empresas, visando a transição para uma economia baseada no conhecimento e na inovação.
A Confederação defende a necessidade de diversificação da pauta exportadora, com foco em setores estratégicos como tecnologia da informação, biotecnologia e energias renováveis. A promoção de parcerias entre universidades, centros de pesquisa e empresas também é vista como um fator crucial para o desenvolvimento de novas tecnologias e a sua aplicação na indústria nacional. A persistência deste desequilíbrio nas exportações pode comprometer a sustentabilidade do crescimento econômico a longo prazo e a capacidade do Brasil de competir no mercado global.




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