Ministério da Saúde propõe PrEP injetável contra HIV no SUS

2026-07-28
Ministério da Saúde propõe PrEP injetável contra HIV no SUS

O Ministério da Saúde propõe a inclusão da PrEP injetável com cabotegravir no SUS para ampliar a prevenção do HIV em todo o território nacional.

Expansão das estratégias de prevenção

A proposta de introdução do cabotegravir como uma opção de Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) injetável foi apresentada em uma conferência internacional. O objetivo central da medida é oferecer uma alternativa de longa duração para pacientes que apresentam dificuldades em manter a adesão ao regime de medicação oral diária.

Diferente do modelo atual, que exige a ingestão diária de comprimidos, a versão injetável permite intervalos maiores entre as doses. Essa mudança busca reduzir as barreiras de adesão e aumentar a eficácia na prevenção da transmissão do vírus HIV.

Análise técnica pela Conitec

Para que a implementação ocorra no Sistema Único de Saúde (SUS), a proposta passará por um rigoroso processo de avaliação técnica. A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) será a responsável por analisar a viabilidade da medida.

O processo de análise da Conitec considerará os seguintes critérios fundamentais:

  • Evidência científica: Avaliação da eficácia e segurança do cabotegravir em comparação com os métodos atuais.
  • Impacto orçamentário: Estudo detalhado sobre o custo de aquisição e distribuição da nova tecnologia para o Estado.
  • Custo-efetividade: Verificação se o investimento na nova profilaxia resultará em economia a longo prazo para o sistema de saúde.
  • Logística: Capacidade de armazenamento e aplicação da medicação nas unidades de saúde.

Contexto da prevenção combinada

A introdução de novas tecnologias de prevenção faz parte da estratégia de prevenção combinada adotada pelo governo brasileiro. Essa estratégia utiliza diversas ferramentas simultâneas, como o uso de preservativos, testes regulares e o próprio método de PrEP oral, para reduzir as taxas de novos diagnósticos.

A adoção de métodos injetáveis é vista como um avanço tecnológico para populações específicas que necessitam de maior conveniência e discrição no tratamento preventivo. A decisão final sobre a incorporação dependerá dos pareceres técnicos emitidos após a análise de todos os dados clínicos e financeiros apresentados pelo Ministério da Saúde.

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